Marta Peral Ribeiro

Marta Peral Ribeiro
– Consultora de Comunicação –

“Ignoring online marketing is like opening a business but not telling anyone.”

— KB Marketing Agency

Neste artigo exploramos algumas das principais tendências do marketing digital para este ano, divididas em 4 grandes áreas, complementares entre si: foco no cliente, foco nas plataformas digitais, responsabilidade social e ambiental, e a utilização da Voz em conjunto com Inteligência Artificial.

Marta Peral Ribeiro
– Consultora de Comunicação –

“Ignoring online marketing is like opening a business but not telling anyone.”

— KB Marketing Agency

Neste artigo exploramos algumas das principais tendências do marketing digital para este ano, divididas em 4 grandes áreas, complementares entre si: foco no cliente, foco nas plataformas digitais, responsabilidade social e ambiental, e a utilização da Voz em conjunto com Inteligência Artificial.

1. Foco no cliente

What is the top priority for your business in the next 5 years

E-commerce que melhora a experiência do consumidor

Em 2020 a evolução do e-commerce foi superior à registada ao longo dos 5 anos anteriores:

Internet sales as a percentage of total retail sales

Esta evolução tem a ver com dois aspetos:

  • Com o direcionamento dos produtos para os canais digitais, como consequência direta da limitação do consumidor em adquiri-los nos habituais espaços físicos;
  • Com a crescente melhoria da experiência do utilizador.

Como tal, todos notámos a adoção de medidas tecnológicas que visam a nossa segurança: pagamento preferencial por Mb Way, restaurantes e cafés com pedidos online, oferta de portes de envio para compras online em muitos casos, opção de click&collect, entre outras.

Ou seja, as soluções de e-commerce com foco na experiência do consumidor são a alma do negócio. Isso pressupõe, como é óbvio, a existência do produto ou serviço online e o posicionamento da empresa na esfera digital.

A aposta no e-commerce é tão forte que, a par e passo com a presença dos consumidores nas redes sociais, estas têm criado configurações que permitem às marcas expandir o seu negócio através dos seus perfis.

Quem é o seu cliente?

Traçar a personalidade dos clientes é fundamental para compreender o público-alvo, podendo prever as suas preferências e colmatar as suas necessidades.

Além disso, a análise do comportamento dos consumidores pode revelar a verdadeira persona do seu negócio: são pessoas mais expansivas ou introvertidas? São empáticos e cooperativos ou mais individualistas? Ansiosos ou serenos? Ponderados ou impulsivos?

Sem sombra de dúvidas, com a quantidade de dados sobre os utilizadores a que têm acesso através das plataformas digitais que usam, os profissionais do marketing têm hoje em dia esta tarefa mais facilitada.

Interação nas redes sociais

Quando a conexão humana deixou de ser possível lá fora, procurámo-la na internet.

Em 2020, muitas empresas recriaram-se, apostando na interação com os seus clientes através dos social media.

Este ano, as marcas podem ir mais longe, tornando-se influencers da comunidade virtual – especialmente se os anfitriões forem os representantes das próprias marcas.

Ainda que haja alguma fadiga dos encontros digitais, se o conteúdo for interessante e se a equipa estiver alinhada entre si e com os convidados, vai atrair as audiências.

Lives

A acontecer em tempo real, este formato é conveniente para webinars, palestras e entrevistas.

Os canais mais comuns para o efeito são o Facebook Live e o Instagram Live, mas também o Youtube, o Twitter e recentemente o LinkedIn têm explorado esta ferramenta.

Conversas

Através de debates públicos nas plataformas digitais, as empresas conectam-se à sua comunidade, liderando conversas sobre política, cultura, sustentabilidade, racismo, marketing ou educação.

Twitter

O Twitter é uma das redes com maior grau de envolvimento da comunidade, pois as interações desenrolam-se à medida que as novidades e assuntos controversos surgem pelo mundo.

2. Foco nas plataformas digitais

Aprofundando o último ponto: onde é que as pessoas vão pesquisar sobre as marcas, produtos e serviços? Nas redes sociais e nos websites das marcas. Por isso vale mesmo a pena investir nos canais digitais, dinamizando-as para que se destaquem da maioria:

Vídeos

Mais profissionais ou mais espontâneos, estes conteúdos breves e criativos podem ter diversas finalidades: entreter, publicitar, educar ou informar.

A maioria das plataformas digitais já explora este recurso, sendo que Apps como o Facebook, Instagram (Reels) e TikTok são sobejamente conhecidas pela sua utilização massiva.

UGC e Marketing de Influência

User Generated Content é todo o tipo de conteúdo (vídeos, fotografias, imagens, avaliações ou comentários), produzido por qualquer utilizador, onde refere os produtos/marcas que usa.

Esse conteúdo é posteriormente partilhado pelas próprias marcas, por exemplo através de stories ou desafios lançados no TikTok ou no Twitter.

Por ser produzido pelo utilizador e não por uma marca, soa mais autêntico, servindo como prova social para outros consumidores. Logo, é um marketing bastante eficaz pois revela às marcas os seus segmentos de mercado.

É o caso dos microinfluenciadores digitais, que tendo entre 5 a 20 mil seguidores nas redes sociais e gerando diversas identificações (hashtags) obtêm maiores taxas de interação e conversão.

Conteúdo interativo

Os elementos interativos nas plataformas digitais são muito apelativos para os utilizadores. Quem resiste a um infográfico, um pequeno jogo, um quiz ou outros pequenos desafios?

3. Responsabilidade social e ambiental

O comportamento e consequente decisão de compra do consumidor atual incide no impacto que as marcas têm nas pessoas e no planeta.

Sobretudo se forem indivíduos da Geração Z, ou mesmo Millennials, vão dar prioridade às empresas que assumem compromissos sociais e ambientais, levantando-se e advogando por eles. Algumas ações a explorar:

Atitude inclusiva

  • Valorizar os colaboradores da empresa com ações que os beneficiem;
  • Cultivar uma postura inclusiva dentro da equipa;
  • Manifestar os princípios da marca através de uma carta aberta (perante o  racismo, ações de violência, entre outras causas ou eventos);
  • Envolver a comunidade através de lives de sensibilização para temas sociais;
  • Criar podcasts onde se debatam acontecimentos atuais da esfera social;
  • Desenvolver parcerias com entidades que defendem os mesmos valores;
  • Promover iniciativas de solidariedade, partilhando os seus resultados.

Marketing verde

  • Criar produtos mais ecológicos;
  • Comunicar informação prática sobre sustentabilidade dos seus produtos e serviços;
  • Partilhar conteúdos visualmente atrativos sobre estilo de vida saudável nas redes sociais (Pinterest, Instagram, etc);
  • Revelar o progresso que a empresa está a fazer no seu compromisso ambiental;
  • Doar uma percentagem dos lucros da empresa para apoiar projetos ambientais.

4. Utilização de Voz e IA

Pesquisas por voz

No Youtube ou nos motores de busca, por exemplo, os utilizadores optam muitas vezes por pesquisar através de voz, bastando pressionar o botão do microfone na área de pesquisa.

Recentemente o Twitter, atento a esta tendência, criou um novo recurso: o tweet de voz. O utilizador grava a sua mensagem de voz, que depois se transforma em conteúdo escrito, aparecendo no feed tal como outros tweets.

twitter voice

twitter voice

O objetivo? “Criar uma experiência mais humana para ouvintes e contadores de histórias”.

Assim, da mesma forma que a equipa de comunicação otimiza os conteúdos escritos para SEO, deve otimizar os conteúdos para pesquisa de voz, catapultando a sua empresa topo de resultados da pesquisa.

Podcasts

Estas publicações em formato áudio são um recurso cada vez mais popular, porque os utilizadores têm a liberdade de fazer mais tarefas enquanto ouvem episódios da sua preferência.

Por outro lado, os ouvintes dos podcasts podem ser redirecionados para outros canais usados pela marca, como por exemplo uma comunidade no Facebook.

Portanto, além de envolverem a audiência, os podcasts facilitam a conexão entre pessoas que partilham os mesmos interesses.

Inteligência artificial (IA) na vida quotidiana

Siri, Alexa, Google Home, são alguns exemplos de assistentes virtuais que, recebendo ordens ou perguntas feitas por voz, são capazes de facilitar processos simples tais como: prestar informações, ativar outros aparelhos e App’s do utilizador ou acender a luz do quarto.

Sendo crescente a tendência de «falarmos» com os nossos dispositivos porque agilizam algumas tarefas do dia-a-dia, é fácil compreender a importância de configurar as plataformas digitais com tecnologia de Voz.

Chatbots

Quando abrimos alguns sites atualmente, somos recebidos por um assistente virtual, que através de inteligência artificial nos dá as boas-vindas e nos oferece ajuda através de chat.

Com o objetivo de facilitar a experiência do utilizador, esta espécie de robot permite:

  • O funcionamento da empresa não só à distância como em horários que não seriam compatíveis com os de muitos clientes;
  • Agilizar a resolução de problemas simples, reduzindo o volume de trabalho dos colaboradores que dão apoio ao cliente;
  • Reduzir os custos para a empresa a longo prazo;
  • Gerar leads, aumentando a probabilidade de conversão de mais clientes.