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Foto de Miguel A. Gonçalves

Miguel Afonso Gonçalves
– Copywriter e Travel Blogger –

O título deste artigo aponta, desde logo, a dois termos relevantes no actual panorama digital: social shopping e direct-to-consumer (D2C). Antes de explicar o que são, permitam-me alimentar, ainda mais, o mistério: os millennials (e não só) parecem ser fãs!

Comecemos pela designação social shopping. Na década de 1990, com a chegada da Internet e a sua utilização rapidamente disseminada por todo o mundo, surgiu uma nova oportunidade para as marcas fazerem negócio – o e-commerce. A sua propagação foi imediata e, em todo o mundo, as empresas aderiram à nova fórmula.

Miguel Afonso Gonçalves
– Copywriter e Travel Blogger –

O título deste artigo aponta, desde logo, a dois termos relevantes no actual panorama digital: social shopping e direct-to-consumer (D2C). Antes de explicar o que são, permitam-me alimentar, ainda mais, o mistério: os millennials (e não só) parecem ser fãs!

Comecemos pela designação social shopping. Na década de 1990, com a chegada da Internet e a sua utilização rapidamente disseminada por todo o mundo, surgiu uma nova oportunidade para as marcas fazerem negócio – o e-commerce. A sua propagação foi imediata e, em todo o mundo, as empresas aderiram à nova fórmula.

Quase trinta anos depois, o fenómeno das redes sociais parece ter instaurado uma nova dinastia – o social shopping – fomentando, em simultâneo, o modelo direct-to-consumer. O que significa, afinal, este termo?

Penso que a expressão é autoexplicativa, ou seja, é o mecanismo ou acção de compra através das redes sociais e não é mais do que um ramo do e-commerce. Segundo uma recente análise da Social Media Today, 55% dos utilizadores de redes sociais fizeram uma compra através destas plataformas em 2020 – um facto que é, notoriamente, influenciado pelas restrições impostas pela pandemia. No entanto, deixa-se o aviso, convém prestar atenção à evolução desta tendência, pois pode ter vindo para ficar.

As redes sociais tornaram todas as marcas mais visíveis e prova disso mesmo é que, de acordo com o mesmo estudo, 24% dos utilizadores descobriram novas marcas por serem recomendadas via redes sociais – a que acrescem os 19% que compraram um produto através de uma publicação de um(a) influencer.

Se ainda não se tiver convencido a dar uma oportunidade a este modelo, vejamos outras vantagens que lhe estão associadas:

  1. Encare as redes sociais e o modelo de social shopping como um teaser para o que a sua loja online oferece. Aposte em links/botões/call-to-action para canalizar tráfego para o seu website? Afinal quem nunca leu as já populares expressões “swipe up” ou “link in bio”?
  2. É uma via aberta de comunicação com o seu público-alvo. Haverá forma mais simples de responder a questões lançadas por potenciais clientes?
  3. Pode transformar uma campanha de comunicação/publicidade num imediato momento de compra-venda, sem passos adicionais. Estará a encurtar o processo de tomada de decisão e de compra do cliente, evitando que marcas concorrentes se sobreponham, posteriormente, à sua!

Social Shopping: o berço do D2C

Este fenómeno tem impulsionado o crescimento de um novo modelo de marketing e negócio. Aos mais relevantes e tradicionais B2C (business-to-consumer) e B2B (business-to-business) junta-se agora o D2C – direct-to-consumer.

O que é? De que forma está relacionado com a experiência de social shopping? Será que se à sua marca ou ao seu negócio? Comecemos por uma breve definição.

Define-se como direct-to-consumer o modelo de negócio que assenta na produção de um bem ou produto nas próprias instalações e venda ao consumidor final através dos próprios canais de distribuição. Confuso? Qual é a diferença para o B2C?

Na verdade, muitas marcas e negócios que se assumem como B2C podem perfeitamente enquadrar-se neste modelo. Talvez para simplificar possamos constatar que a principal diferença reside na existência de intermediários. Um bom exemplo são os produtores de bebidas ou alimentos que na generalidade dependem de um intermediário (espaços de grande distribuição: ex. hipermercados) para venderem os seus produtos ao consumidor final.

No entanto, o e-commerce e também neste caso particular, o social shopping vêm eliminar o intermediário e a marca produtora tem a possibilidade de criar estratégias próprias, comunicar com e vender directamente ao consumidor final.

Se virmos os dados que vão sendo publicados, apercebemo-nos que as gerações millennials e Gen Z têm regularmente um comportamento de compra disruptivo em comparação com as gerações anteriores, i.e. procuram com maior frequência opções alternativas aos tradicionais players do mercado (particularmente no mercado alimentar e têxtil/moda).

Habitualmente, são opções que respondem aos principais critérios que influenciam a compra destas gerações: sustentabilidade, autenticidade, boa relação preço-qualidade e sobretudo, uma experiência de compra atrativa e enquadrada nos seus hábitos digitais. Quase 70% dos millennials tem em consideração os valores de uma marca aquando do momento da compra – face a 52% de todos os adultos nos Estados Unidos da América.

Por um lado…

Vejamos, se pararmos para pensar, quantas marcas novas surgiram nestes segmentos nos últimos anos trabalhando exclusivamente através das redes sociais? As vantagens são evidentes:

  • Redução ou eliminação de intermediários;
  • Maior contacto com o consumidor final – que se traduz num facilitado acesso a mais e melhores dados para serem trabalhados a posteriori;
  • Personalização;
  • Potencial aumento de receitas;
  • Melhor definição de estratégias de comunicação e marketing;

Por outro lado,

É certo que não existem só vantagens e as eventuais desvantagens têm de ser tidas em consideração na altura de optar pela melhor estratégia. Conseguirá a sua marca sozinha responsabilizar-se pela distribuição de forma eficiente e eficaz? Conseguirá assumir os esforços de comunicação e marketing para a sua marca e os seus produtos? Tem as ferramentas de que necessita para construir a sua presença online?

Futuro

Vivemos numa época em que a geração millennial é já totalmente independente e “dona das suas ideias”. Contudo, aproxima-se uma nova era, em que serão os primeiros nativos digitais – Generation Z – a comandar a mudança de paradigma.

A exigência vai aumentar para as marcas satisfazerem os novos potenciais clientes. O digital deixará de ser uma opção – será obrigatório – e o D2C pode mesmo ser um dos primeiros factores diferenciadores para conquistar um espaço no “mercado Z”.