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Pauliny Zito
Planner, copywriter e copydesk

O metaverso vai transformar – e já está a transformar – inúmeros sectores. Marcas como Nike, Gucci e Prada já estão a criar coleções exclusivas para o metaverso. Inclusivamente a equipa de basquetebol, Brooklyn Nets, está a planear ações para oferecer aos seus adeptos experiências virtuais imersivas dentro do metaverso.

O crescimento da tecnologia de realidade aumentada, impulsionada pelo metaverso, foi de facto apontada em relatório e divulgada pelo diário britânico, The Guardian, no final de 2021, como uma das principais tendências para o mundo digital em 2022, junto com os NFTs (Tokens Não Fungíveis, em português), e o mercado de jogos independentes, após o sucesso de jogos como o Among Us durante a pandemia.

Pauliny Zito
Planner, copywriter e copydesk

O metaverso vai transformar – e já está a transformar – inúmeros sectores. Marcas como Nike, Gucci e Prada já estão a criar coleções exclusivas para o metaverso. Inclusivamente a equipa de basquetebol, Brooklyn Nets, está a planear ações para oferecer aos seus adeptos experiências virtuais imersivas dentro do metaverso.

O crescimento da tecnologia de realidade aumentada, impulsionada pelo metaverso, foi de facto apontada em relatório e divulgada pelo diário britânico, The Guardian, no final de 2021, como uma das principais tendências para o mundo digital em 2022, junto com os NFTs (Tokens Não Fungíveis, em português), e o mercado de jogos independentes, após o sucesso de jogos como o Among Us durante a pandemia.

O que é o Metaverso?

“Metaverso: Parte do ecossistema de jogos, parte da plataforma de estilo de vida virtual, o metaverso é uma coleção de mundos digitais que são interoperáveis, nos quais os utilizadores podem criar conteúdo e interagir com outros como avatares ou versões digitais de si mesmos.”

O conceito do Metaverso foi criado pelo escritor de ficção científica Neal Stephenson, em 1992, em seu romance Snow Crash. Foi ele, inclusive, quem criou o nome Metaverso.

“Um mundo virtual que tenta reproduzir a realidade, a partir de dispositivos digitais. Um espaço que combina realidade imersiva e internet.”

Chris Cox, CPO da Meta, acredita que “o Metaverso é a nova era da internet, em múltiplas dimensões”.

Fonte: freepik

 

Em poucas palavras, o metaverso é qualquer ambiente de realidade virtual.

Uma espécie de realidade (ou universo) paralela digital do mundo real, onde as pessoas vão interagir e exercer atividades diversas, por meio de avatares – réplica digital produzida por Inteligência Artificial (IA), um irmão gémeo virtual ou simplesmente a sua versão “humano virtual”, cuja experiência imersiva será aprimorada constantemente nos próximos anos. 

No artigo The Metaverse Value-Chain publicado por Jon Radoff, ele descreve as sete camadas do metaverso, de acordo com a imagem em baixo:

Fonte: Jon Radoff publicada neste artigo

 

Segundo Radoff, a estrutura ideal do metaverso é ser descentralizada ao invés de pertencer a uma única empresa, com diversos sistemas a operar de forma integrada, a compartilhar avatares, NFTs e outros objetos, tudo registado em blockchains.

Relativamente à interface humana necessária para aceder ao metaverso, hoje a mais popular são os óculos 3D, como o Quest 2 da Meta, no entanto teremos também smart glasses, lentes de contacto de realidade aumentada e até interfaces neurais.

Mercado de Inteligência Artificial

O mercado de IA deve movimentar cerca de 178 bilhões de euros até 2025 no mundo. A IA tem feito parte dos negócios e das decisões estratégicas de empresas e startups e vai muito além da tecnologia, atuando na dinâmica de várias áreas e setores numa mesma companhia. Sem contar com outros conceitos e tecnologias que estão em causa sobre IA, como metaverso e NFTs. 

Como vai funcionar a conta no Meta?

A partir de agosto de 2022, já é possível ter uma conta na Meta. Para já, não será necessário ter conta no Facebook, mas vai precisar criar um perfil na Meta Horizon, que será o seu perfil social em Realidade Virtual (VR, sigla em inglês).

Entretanto, há de se sublinhar que a conta Meta não é um perfil de rede social. 

Haverão três opções de privacidade à sua escolha: Público (aberto a todos), Amigos e Família e Privado (apenas o utilizador). Pessoas com idades entre 13 e 17 anos vão ter os seus perfis Meta Horizon privados por padrão.

Fonte: Website Meta

 

Poderá criar um perfil Meta Horizon por conta Meta; permitindo registar os seus dispositivos VR e ver e gerir as suas aplicações compradas num único sítio. Para além disso, poderá também adicionar a sua conta Meta ao mesmo Centro de Contas da sua conta de Facebook ou Instagram, para desbloquear experiências conectadas em tecnologias Meta.

Os seus amigos Oculus tornar-se-ão os seus seguidores. E, se já possui um auricular Meta VR, os Oculus automaticamente tornar-se-ão os seus seguidores e o seu perfil seguirá de volta, por padrão. Claro que poderá deixar de seguir ou eliminar seguidores sempre que desejar.

Quem já está no Metaverso?

Não se engane! O metaverso não é só para grandes empresas de tecnologia. A seguir, conheça exemplos de empresas, pessoas e até uma cidade que já estão a “surfar na nova onda”.

Siemens e NVIDIA

Fonte: AdNews, artigo de 30 de junho de 2022

 

Siemens e NVIDIA unem-se para possibilitar o metaverso industrial e aumentar o uso da tecnologia de digital twins impulsionados pela IA. As empresas planeiam conectar a Siemens Xcelerator, plataforma comercial digital aberta, e o NVIDIA Omniverse™, plataforma de design e colaboração em 3D. Isso permitirá um metaverso industrial com modelos digitais baseados em física da Siemens e IA em tempo real da NVIDIA, no qual as empresas tomam decisões rapidamente e com mais confiança. 

A adição do Omniverse ao ecossistema aberto de parceiros Siemens Xcelerator acelerará o uso de digital twins, que podem proporcionar produtividade e melhorias de processo em toda a produção e ciclos de vida dos produtos. Empresas de todos os tamanhos serão capazes de empregar digital twins com dados de desempenho em tempo real; criar soluções industriais inovadoras de IOT (Internet das Coisas); alavancar insights acionáveis a partir de análises na borda ou na nuvem; e enfrentar os desafios da engenharia do amanhã, tornando as simulações visualmente ricas e imersivas mais acessíveis.

Gucci Town

A Gucci criou experiências imersivas na plataforma Roblox. O espaço digital apresenta jardins, cafés virtuais, exposição de arte, mini jogos e uma boutique onde os jogadores podem comprar roupas e acessórios para vestir os seus avatares do Roblox.

De acordo com o site da marca, “Gucci Town é um lugar para descobrir mais sobre a Casa e a sua herança, ao lado da visão criativa de Alessandro Michele, bem como para expressar a sua própria individualidade e conectar-se com indivíduos de com mente semelhante em todo o mundo”. O metaverso da Gucci conta ainda com GG Gems, uma moeda digital para comprar power-ups e objetos digitais no jogo.

Fonte: Website Gucci

Jogo Blockchain da Epic

A empresa Epic distribuirá o seu primeiro jogo blockchain este ano. GRITT, um battle royale que se passa no Velho Oeste, está a ser desenvolvido em parceria com a startup Web3 e editora de jogos Gala Games. É o primeiro play-to-earn a chegar na Epic Store, o que trará uma certa legitimidade a esse novo gênero de games – que, por enquanto, gera uma certa desconfiança de jogadores e investidores (em especial por causa da instabilidade nos mercados de criptomoedas).

O CEO da Epic, Tim Sweeney, é um otimista da economia de bens digitais e como os videogames vão desempenhar um papel fundamental no estabelecimento de novos paradigmas dentro do metaverso.

Fonte: Gala Games/Divulgação

Paris Hilton no Paris World

Fonte: Reprodução/CNN

 

Em abril, Paris Hilton esteve no Paris World, a experiência virtual de Hilton na popular plataforma de jogos Roblox. Quase 400 mil utilizadores do Roblox visitaram o seu Neon Carnival virtual naquele fim de semana de meados de abril, cerca de 40 vezes o número de pessoas que foram ao evento na vida real este ano, de acordo com a própria Hilton. O evento digital teve o patrocínio da Levi’s e foi projetado em parte por Brent Bolthouse, o fundador do Neon Carnival original. No Paris World, os utilizadores também podem comprar roupas virtuais, reservar um passeio de mota de água ou pagar para ter acesso a uma sessão VIP de um clube.

A socialite já é uma empreendedora tecnológica. Hilton investiu em várias empresas de tecnologia, incluindo o apoio à startup de avatar digital Genies e a aplicação de animação immi, que permite que alguns proprietários de NFT deem vida aos personagens em suas obras de arte digitais. Ela também comprou um Bored Ape Yacht Club NFT, uma coleção cara e muito procurada que atraiu compradores de celebridades. Também criou sua própria arte NFT. Uma de suas últimas peças da NFT, chamada de Iconic Crypto Queen e criada em colaboração com o popular artista da NFT Blake Kathryn, foi vendida por 1,111 milhão de dólares – uma referência à 11:11 Media, a nova empresa de Hilton com o nome de sua hora favorita do dia.

Metaverse Seul

A cidade coreana de Seul lançará brevemente a Praça da Cidade de Seul, um projeto virtual com ambientes para eventos em realidade aumentada. O Metaverse Seul será conduzido pelo Instituto de Tecnologia de Seul (SIT) em parceria com o governo local. Os utilizadores poderão criar os seus avatares e aceder ao ambiente virtual, onde terão informações em tempo real sobre a temperatura, o clima e o ar da cidade real. A ideia é também oferecer experiências culturais e diversos serviços da cidade.

O site Próximo Nível sublinha que Seul já é uma das cidades mais conectadas do mundo, com mais de 95% dos seus dez milhões de habitantes conectados a serviços 4G ou 5G. Além disso, a câmara municipal oferece uma extensa rede de Wi-Fi gratuito com mais de 100 mil pontos de acesso.

Fonte: Próximo Nível, artigo de 26 de maio de 2022

Lego

Até o fim de 2023, a Lego pretende aumentar de 400 para 1,8 mil colaboradores dedicados a construir o seu mundo virtual. A empresa criou um hub de tecnologia na Dinamarca, mas os novos funcionários também ajudarão na parte de softwares em Londres e Xangai. Mesmo “analógica”, a Lego continua com as suas receitas em alta, mas procura melhorar significativamente os seus resultados quando lançar o seu próprio metaverso.

Metaverso infantil

A Lego e a Epic Games anunciaram uma parceria de longo prazo para moldar o futuro do metaverso: construir uma experiência digital imersiva, criativamente inspiradora e envolvente para crianças de todas as idades. O objetivo é tornar o metaverso um espaço seguro, positivo e divertido para as crianças, através de experiência digital familiar que disponibiliza ferramentas e, assim, torná-las criadoras neste espaço.

Live Forever

E se pudesse rever pessoas que ama, mas que já faleceram? Esta é a proposta da Somnium Space, que está a desenvolver uma maneira das pessoas conversarem com os seus entes queridos falecidos, através da criação de uma versão digital, no metaverso, dessas pessoas. O recurso Live Forever permite que as pessoas tenham os seus movimentos e conversas armazenados como dados, e depois duplicados como um avatar que se move, fala e soa exatamente como elas, que podem continuar “a existir” – no metaverso – por muito tempo depois de sua morte. A ideia veio da experiência pessoal de Artur Sychov, CEO e fundador da empresa. 

Qatar Airways QVerse

Imagem: website Qatar Airways

 

A nova experiência em realidade virtual da Qatar Airways é o embarque virtual, que permite ficar com frio na barriga ao fazer o check-in e embarcar no avião para viajar. O QVerse, lançado no metaverso, pode ser acedido gratuitamente pelo site da companhia aérea. No ambiente virtual, os passageiros podem experimentar o embarque virtual na primeira classe e na classe executiva do Aeroporto Internacional de Hamad (HIA), em Doha (Qatar).

Metaverse Hype

De acordo com a visão da consultoria Gartner, até 2026, 25% das pessoas passarão, pelo menos uma hora por dia, no metaverso – a trabalhar, a fazer compras, a estudar, a conversar com os amigos ou a entreter-se. No estudo Metaverse Hype, a consultoria avalia que, como nenhum fornecedor será o proprietário único da tecnologia, ela terá uma economia virtual habilitada por moedas digitais e tokens não fungíveis (NFTs).

“O metaverso impactará todos os negócios com os quais os consumidores interagem todos os dias. Até 2026, 30% das organizações do mundo terão produtos e serviços prontos para o metaverso”, prevê.

Absolut.Land da Absolut Vodka no Festival Coachella

Imagem: AdNews, artigo de 12 de abril de 2022

 

A marca de bebidas Absolut Vodka trouxe o Coachella para o metaverso numa mistura de marketing de experiência virtual e da vida real, recriando a sua experiência de festival na Decentraland, ao permitir a interação entre jogadores e participantes do festival. 

A Absolut.Land contou com três andares com dez elementos interativos, permitindo aos jogadores colecionar wearables NFT, receber códigos de desconto para kits de coquetel e possivelmente ganhar ingressos para o segundo fim de semana do Coachella, que teve lugar de 15 a 24 de abril. Os participantes do festival na vida real puderam criar o seu próprio avatar em quiosques, presentear com wearables NFT e “experimentá-los” usando códigos QR. O evento duplo também celebrou os 10 anos da Absolut como vodka oficial do Coachella.

JPMorgan 

O metaverso Decentraland agora conta com mais um grande nome: JPMorgan. O maior banco em valor de mercado do mundo abriu o seu próprio espaço dentro do local e criou um relatório sobre a tecnologia. Em 2021, por exemplo, foram gastos 54 bilhões de dólares em bens virtuais, mais do que o dobro pago no sector de música. O documento também indica as mais de 200 parcerias feitas pela The Sandbox, inclusivamente com a Warner, que pretende abrir um espaço virtual para concertos. O banco sempre sublinhou as inúmeras oportunidades de negócio dentro desse ambiente digital, a popularização de dispositivos de Realidade Virtual (RV) e Realidade Aumentada (RA) para aceder ao espaço, além do crescimento no interesse por criptoativos, principalmente os NFTs.

McDonald’s 

O McDonald’s deu o seu primeiro passo no metaverso. A rede de fast-food homologou um pedido de registo de patente para ativos virtuais. Um dos itens é “um restaurante virtual que inclui produtos reais e virtuais”, conforme a descrição. Ao todo, foram listados dez itens para terem suas patentes na versão virtual. Várias outras marcas já começaram a homologar registo de patente para itens virtuais. No caso do McDonald’s, porém, há a intenção de integrar de maneira mais clara o virtual com o real, nomeadamente a entrega a domicílio.

Dentre outras possibilidades estão a criação de ficheiros virtuais de arte, áudio e vídeo além de NFTs. A rede também incluiu a marca McCafé no pedido e a intenção de oferecer concertos online e experiências virtuais para seus consumidores.

Disney

A Disney está a criar o seu próprio metaverso por meio de um “simulador de mundo virtual” (já patenteado) que projetará imagens 3D e efeitos virtuais em espaços físicos. O projeto irá rastrear os visitantes individualmente dentro do parque para personalizar essas projeções.

“Os nossos esforços até agora são apenas um prólogo para um momento em que seremos capazes de conectar os mundos físico e digital ainda mais de perto, permitindo contar histórias sem limites no nosso próprio metaverso da Disney”, disse o CEO da companhia, Bob Chapek.

Fonte: Divulgação/Disney

Boeing

A fabricante de aeronaves Boeing quer inovar. A companhia tem a estratégia de fazer o seu próximo avião voar pelos céus do metaverso, unificando as suas operações de design, produção e serviços aéreos num único ecossistema digital.

No próximo ano, a Boeing quer reafirmar-se como dominante no mercado através da construção e conexão de réplicas virtuais tridimensionais do próximo jato e da construção de um sistema capaz de executar simulações.

Terrenos urbanos no metaverso

Segundo o blog DappRadar, terrenos urbanos no metaverso estarão em voga no mercado de NFTs: quatro projetos de metaverso baseados em blockchain geraram 106 milhões de dólares em vendas em terrenos virtuais na última semana de Novembro. Os projetos The Sandbox e Decentraland são os destaques, acumulando 96% das vendas do mercado.

O Metaverso em 2040

O Pew Research Center e o Centro de Pesquisa da Universidade de Elon pediu a 624 especialistas em tecnologia, nomeadamente inovadores de tecnologia, desenvolvedores, líderes de negócios e políticas, pesquisadores e ativistas, que partilhassem as suas ideias sobre o tema.

Esses profissionais forneceram respostas abertas a uma pergunta que procurava as suas previsões sobre a trajetória e o impacto do metaverso até 2040

Trata-se de uma pesquisa não científica, cujos resultados representam apenas as opiniões dos indivíduos que responderam às consultas e não são projetáveis para nenhuma outra população.

Alguns resultados:

  • 54% desses especialistas disseram que esperam que até 2040 o metaverso seja um aspecto muito mais refinado e verdadeiramente totalmente imersivo na vida diária para meio bilhão ou mais pessoas em todo o mundo.
  • Uma parcela notável desses especialistas argumentou que a inclusão da realidade aumentada no quotidiano das pessoas até 2040 será centrada em torno de ferramentas de realidade aumentada e realidade mista, não nos mundos de realidade virtual mais totalmente imersivos que muitas pessoas definem hoje como sendo “o metaverso”.
  • Eles alertaram que esses novos mundos poderiam ampliar drasticamente cada traço e tendência humana – tanto o lado mau como o bom.
  • Nenhum desses especialistas tem dúvida de que grandes mudanças estão próximas na forma como a realidade é complementada pela tecnologia ou mesmo “reimaginada” de maneiras habilitadas para a tecnologia
  • Uma parcela notável desses especialistas espera que as aplicações de realidade aumentada sejam amplamente utilizadas no quotidiano das pessoas do que VR imersiva, que eles esperam que continue a ser um nicho. 

Muitos entrevistados que esperam que o metaverso AR/VR seja bem desenvolvido até 2040 alertaram que isso ampliará significativamente os desafios sociais já presentes na esfera digital.

Será o fim da realidade?

Mark Zuckerberg acredita que o metaverso pode atingir singularidade tecnológica, isto é, não será apenas um local, como muitas pessoas pensam, mas sim uma Era em que os mundos digitais imersivos tornar-se-iam a principal maneira pela qual as pessoas viverão as suas vidas e passarão o tempo.

A consultora de tecnologia Melanie Subin acredita que uma grande parte das pessoas estará no metaverso até 2030 e muitas delas viverão a maior parte de seus dias conectados. 

Em novembro do ano passado, o cientista da computação Louis Rosenberg, pioneiro da tecnologia de realidade aumentada, alertou para o facto de que o metaverso pode fazer a realidade “desaparecer”.

Receia que a sobreposição de informações com o mundo real poderá crescer a tal ponto que impactará essencialmente todos os aspectos da vida, impedindo que as pessoas se “desliguem” do sistema. Outro problema, segundo Louis Rosenberg, será um potencial sistema de rótulos, com informações a aparecer acima da cabeça de cada pessoa, identificando as suas posições políticas e religiosas, entre outras.

Se o objetivo do metaverso é manter as pessoas submersas nessa realidade virtual, sem qualquer interrupção, a fazer no ambiente virtual tudo o que fazemos hoje no mundo físico, porém, de maneira mais fácil e conveniente, o que será da nossa realidade?