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Marta Peral Ribeiro

Marta Peral Ribeiro
– Consultora de Comunicação –

Há poucos meses o Facebook anunciava a mudança para Meta, para acompanhar as novidades tecnológicas da experiência metaverso. Agora, sem grandes surpresas, é o Youtube que pretende integrar funcionalidades da Realidade Virtual e da Realidade Aumentada, começando pelos jogos.

Marta Peral Ribeiro

Marta Peral Ribeiro
– Consultora de Comunicação –

Há poucos meses o Facebook anunciava a mudança para Meta, para acompanhar as novidades tecnológicas da experiência metaverso. Agora, sem grandes surpresas, é o Youtube que pretende integrar funcionalidades da Realidade Virtual e da Realidade Aumentada, começando pelos jogos.

A experiência metaverso 

Num minuto de vídeo, Neal Mohan, Chief Product Officer do Youtube, conta-nos algumas novidades da plataforma para 2022.

A que vamos abordar neste artigo é a integração das funcionalidades metaverso, para já ao nível dos jogos, para que a experiência do utilizador seja mais imersiva. 

Através de tecnologias emergentes como a Realidade Virtual (RV), a Realidade Aumentada (RA) e outros elementos tecnológicos, os indivíduos “transformam-se” nos seus próprios avatares e podem interagir num mundo virtual em 3D, que espelha mais ou menos o mundo real.

Em poucas palavras, o metaverso é onde as duas realidades, física e virtual, se tocam.

Já abordámos as potencialidades do metaverso aqui, por altura da mudança do Facebook para Meta.

metaverse

Zoom in: o Youtube enquanto ecossistema

Num primeiro olhar, existem fatores que facilmente contextualizam o próximo passo da plataforma: 

Quase 2 décadas de inovação tecnológica 

Desde 2005, ano em que o Youtube surgiu, temos testemunhado a evolução tecnológica dentro da plataforma, nomeadamente a nível visual, através dos diferentes formatos de conteúdo. Tendo em conta, também, que é uma subsidiária da Google LLC, a exploração das potencialidades da Web3 seria, no mínimo, expectável. 

A experiência do utilizador

Colocar o utilizador no centro da ação, a par do desenvolvimento dos algoritmos para melhor o compreender, tem norteado os passos da plataforma, que pretende oferecer experiências personalizadas e apps que colmatem as necessidades de cada um.

O aumento da monetização online

A explosão do e-commerce nos últimos anos, e a própria evolução de produtos virtuais (como, por exemplo, as criptomoedas), nomeadamente dentro das redes sociais, torna estas plataformas uma fonte de negócio. 

E isso conduz a outro ponto: saber não só quem é o público-alvo como quem é que tem o poder de compra. 

Zoom out: o ambiente em torno do Youtube 

Numa perspetiva mais distanciada, agora refletindo nas transformações que têm acontecido no panorama digital geral, muitas delas catalisadas pela pandemia, há outras circunstâncias que acabam por confluir para o metaverso:

A ascensão da indústria de gaming

Segundo a Yahoo Finance, a receita estimada para a indústria de jogos em 2026, a nível global, é de $314 mil milhões. Provavelmente esses valores serão atingidos ainda antes disso. 

Atenta ao crescimento exponencial da indústria de jogos e, paralelamente, ao progresso rápido das tecnologias emergentes, justifica-se a primazia do Youtube nesta categoria.

O poder de compra da Gen Z 

O universo Youtube engloba audiências de diversas faixas etárias:

Users-Youtube-2020-Statista
Fonte: Statista

 

Apesar de corresponder a 2020, o gráfico não terá oscilado significativamente, entretanto. Ora, se os indivíduos da Gen Z (nascidos entre 1996 e 2010, sensivelmente) representam uma fatia generosa da audiência que consome não só Youtube (77%) mas também videojogos e têm um poder de compra que ronda os 143 mil milhões de dólares, o investimento em experiências metaverso é, sem dúvida, uma boa jogada.

E não foi só o Youtube que percebeu isto.

Metaverso: um terreno fértil para as marcas?

Já sabemos que uma das regras de ouro do marketing é estar onde o público está. E também é sabido que os utilizadores criam maior relação com marcas que têm uma presença digital mais forte. 

Se pensarmos que o Youtube conta com um universo de mais de 2 mil milhões de utilizadores ativos, esta plataforma revela-se, por um lado, uma fantástica fonte de entretenimento e, por outro, um recurso conveniente para as empresas. 

Afinal, se o metaverso representa uma realidade virtual, é natural que surjam oportunidades de negócio no plano virtual também, com produtos virtuais e, eventualmente, também uma ponte entre ambos os planos (virtual e físico).

A ideia torna-se ainda mais fascinante se considerarmos que no ambiente virtual não existem as mesmas barreiras que no mundo físico!

Acima de tudo, a tecnologia deve ser olhada de forma pragmática: como um meio para melhorar experiências, e não somente um fim. 

O panorama nacional

Em Portugal, o metaverso é igualmente um assunto que suscita o interesse de muitos utilizadores, especialmente desde que foi um tópico que deu que falar no final de 2021:

Metaverse-Google-Trends
Fonte: Google Trends

A par da enorme transformação da World Wide Web, o metaverso, representa, sem qualquer dúvida, uma oportunidade de negócio a ser explorada. 

Com efeito, as empresas que estão, desde já, a acompanhar estas tecnologias emergentes são também as que podem beneficiar de maior visibilidade e, assim, posicionar-se solidamente no mercado. Num futuro pouco distante, será perfeitamente comum as marcas estarem na realidade virtual.

Marcas que (já) se estão a reposicionar no metaverso

Para finalizar, ficam alguns exemplos de marcas que estão a dar que falar no mundo virtual, através de parcerias com grandes plataformas de videojogos como a Roblox ou a Fortnite:

Nike

No ano passado a Nike criou a Nikeland, no universo Roblox. No jogo, além de poderem escolher o seu equipamento Nike, os jogadores podem criar um mini jogo – uma prova que a Nike está atenta às suas audiências, nomeadamente a Gen Z, que, mais do que ver o que as marcas têm para dar, quer fazer parte do processo.

Nikeland-Nike-Game
Fonte: Nike
Nike Game

Balenciaga

A arrojada Balenciaga foi mais longe, criando uma ponte entre o mundo virtual e o físico: para além de os utilizadores poderem escolher as roupas da marca dentro do jogo, a parceria com a Fortnite foi divulgada através de outdoors tridimensionais, em Nova Iorque, onde a personagem adquire uma dimensão sem limites, tal como no metaverso.

Youtube-VideoFonte: Vídeo Youtube

KAWS 

Não são apenas marcas de roupa e de desporto que inovaram no metaverso. Também numa colaboração com a Fortnite, e com a London’s Serpentine Gallery, o americano KAWS levou a sua arte para o mundo virtual, através de uma versão digital da sua exposição.

StirWorldFonte: StirWorld
Epic GamesFonte: Vídeo Epic Games

As tecnologias emergentes trazem-nos o metaverso. Primeiro anunciado pela Meta (Facebook), testemunhamos agora o Youtube, que irá, em breve, integrar novas funcionalidades, inicialmente para gaming.   

A par disso vemos, também, que algumas empresas já se estão a aperceber do potencial do metaverso, sobretudo para se posicionarem no mercado. Sem dúvida, o carácter inovador destas novas tecnologias representa uma grande oportunidade para que as marcas se diferenciem, quer dentro quer fora do digital. Sobretudo entre as gerações mais jovens, que além de já crescerem naturalmente num ambiente tecnológico, revelam um poder de compra que não se deve, de todo, menosprezar.